
terça-feira, 20 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Como é possivel?

Esta fotografia data de 7 de Maio de 2008 e mostra uma criança de 3 anos de idade alegadamente espancada por forças governamentais durante uma operação de represálias de nome de código "Operation Mavhoterapapi" (Operação onde pôs o seu X), após as eleições parlamentares e presidenciais realizadas no Zimbabué em 29 de Março que ditaram a derrota de Robert Mugabe.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Hoje,de manhã, cheirou-me a ti...

Não sei se é por ser primavera…embora a instabilidade climatérica nos impeça de a sentir como merecemos…mas algo me trouxe o cheiro de ti…
Que saudades…
(fui procurar ao dicionário o conceito exacto desta palavra saudade: lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou possuir)
Quem dera que ainda fizesses parte da minha vida…
Mas trocaram-nos as voltas…cedo demais…
Agora és simplesmente uma casa em ruínas…
Que saudades!
Terrinha da minha infância, que transportarei para sempre no coração, MOREANES (para os mais perdidos na geografia, Moreanes pertence ao concelho de Mértola e escassos kilómetros a separam da famosa Mina de São Domingos)…
Mas as recordações ficaram assinaladas em mim…
As festas no Verão… o vai e vem dos emigrantes…o baile da pinha na Páscoa… as brincadeiras com a minha prima…o baloiço a ranger por falta de óleo…a água fresquinha do poço…os bolinhos de massapão inconfundíveis…a relaxante paisagem…o cheiro das flores e dos pinheiros…a magia da noite estrelada…as pessoas…a minha avó…
Sempre que se aproximava a hora da viagem…os índices de euforia aumentavam vertiginosamente…
Quando perdíamos de vista as tumultuosas curvas de Mértola, avistamos logo a igrejinha, briosamente, pintada de branco…
Poucos metros após a entrada na terra, a casa de minha avó…uma porta verde…três pialinhos…e uma roseira enjeitada…
Mesmo de frente para a rua principal, a casa da minha avó, parecia dar as boas vindas ou então um volte sempre a quem ali passava…era passagem obrigatória para quem quisesse sair ou entrar da aldeia…
Que saudades!...
A casa da minha avó, não tinha electricidade nem água a correr nas torneiras…como era normal…hoje já, praticamente, toda a gente tem água canalizada…( o conceito da palavra progresso neste tipo de localidades é ligeiramente diferente do nosso. Mas eles é que estão, e sempre estiveram, no rumo certo!!!)
Íamos buscar água ao poço em enfusas , lembro-me que a nossa era azul…
O banho era tomado num alguidarão, com água aquecida no fogão, para tirar a “ escuma” do cabelo, a minha prima jogava-me água de dentro de um jarro…quando acabava a lavação podem imaginar o soalho de tijoleira, inundadíssimo…um verdadeiro chap chap…mas divertido…a minha avó é que não achava muita graça…
A Isabel Alçada e a Ana Maria Magalhães tinham argumento que chegasse para escrever: “ Uma Aventura em Moreanes”.
Enfim…ficam as memórias…
E tantas saudades…de tudo e todos…
Pode ser que um dia volte… para ficar…
Que saudades…
(fui procurar ao dicionário o conceito exacto desta palavra saudade: lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou possuir)
Quem dera que ainda fizesses parte da minha vida…
Mas trocaram-nos as voltas…cedo demais…
Agora és simplesmente uma casa em ruínas…
Que saudades!
Terrinha da minha infância, que transportarei para sempre no coração, MOREANES (para os mais perdidos na geografia, Moreanes pertence ao concelho de Mértola e escassos kilómetros a separam da famosa Mina de São Domingos)…
Mas as recordações ficaram assinaladas em mim…
As festas no Verão… o vai e vem dos emigrantes…o baile da pinha na Páscoa… as brincadeiras com a minha prima…o baloiço a ranger por falta de óleo…a água fresquinha do poço…os bolinhos de massapão inconfundíveis…a relaxante paisagem…o cheiro das flores e dos pinheiros…a magia da noite estrelada…as pessoas…a minha avó…
Sempre que se aproximava a hora da viagem…os índices de euforia aumentavam vertiginosamente…
Quando perdíamos de vista as tumultuosas curvas de Mértola, avistamos logo a igrejinha, briosamente, pintada de branco…
Poucos metros após a entrada na terra, a casa de minha avó…uma porta verde…três pialinhos…e uma roseira enjeitada…
Mesmo de frente para a rua principal, a casa da minha avó, parecia dar as boas vindas ou então um volte sempre a quem ali passava…era passagem obrigatória para quem quisesse sair ou entrar da aldeia…
Que saudades!...
A casa da minha avó, não tinha electricidade nem água a correr nas torneiras…como era normal…hoje já, praticamente, toda a gente tem água canalizada…( o conceito da palavra progresso neste tipo de localidades é ligeiramente diferente do nosso. Mas eles é que estão, e sempre estiveram, no rumo certo!!!)
Íamos buscar água ao poço em enfusas , lembro-me que a nossa era azul…
O banho era tomado num alguidarão, com água aquecida no fogão, para tirar a “ escuma” do cabelo, a minha prima jogava-me água de dentro de um jarro…quando acabava a lavação podem imaginar o soalho de tijoleira, inundadíssimo…um verdadeiro chap chap…mas divertido…a minha avó é que não achava muita graça…
A Isabel Alçada e a Ana Maria Magalhães tinham argumento que chegasse para escrever: “ Uma Aventura em Moreanes”.
Enfim…ficam as memórias…
E tantas saudades…de tudo e todos…
Pode ser que um dia volte… para ficar…
Aqui fica um cheirinho a Moreanes...






Os corações também choram
Eu ainda não sabia
Ontem à noite acordei eu
Ao pranto que o meu fazia
Moreanes és meu povo
Moreanes és meu povo
A minha aldeia é Santana
És das terras mais porreiras
Pra cantar à alentejana
Todos cantam lindamente
Desde o mais velho ao mais novo
A minha aldeia é Santana
Moreanes és meu povo
Anda cá se tu queres água
Anda cá se tu queres água
Os meus olhos t’a darão
É pouca mas é clara
Nascida do coração
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